Abacaxi gera renda à produtores familiares no interior de MS
- Bllener Tavares
- há 1 dia
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O cultivo de abacaxi tem movimentado a economia de pequenas propriedades na área rural de Sidrolândia, em Mato Grosso do Sul.
No assentamento São Pedro, famílias encontraram na fruta uma alternativa de renda, com produção voltada tanto para o comércio local quanto para centros de abastecimento, como a Ceasa (Central de Abastecimento).
Abacaxi garante renda extra
Produtor no assentamento há nove anos, Antonio Barbosa Ghizoni cultiva atualmente cerca de 50 mil pés de abacaxi, além de outros 45 mil já plantados.
Segundo o agricultor, seu abacaxi variedade Pérola tem preço médio entre R$ 3 e R$ 3,50, enquanto o Havaí alcança valores entre R$ 4,50 e R$ 5, por ser mais difícil de cultivar.
O trabalho na lavoura é feito pela própria família, principalmente pela dificuldade de encontrar mão de obra. Durante a colheita, o cuidado é essencial para evitar danos ao fruto, utilizando técnicas manuais para não quebrar a base ou machucar o abacaxi.
Outro desafio é o excesso de sol. Para evitar queimaduras, os produtores envolvem os frutos com papel ainda na lavoura, preservando a casca e a qualidade interna.
O manejo também inclui adubação e aplicação de inseticidas, conforme a necessidade.
Fruta atende mercados diferentes
A variedade Pérola é destinada principalmente ao comércio ambulante, enquanto o abacaxi Havaí tem maior saída para a Ceasa. O ciclo da fruta é curto e após amadurecer, a colheita precisa ser rápida para evitar perdas na lavoura.
Mato Grosso do Sul apresenta condições favoráveis para a cultura, com clima adequado e solos com boa drenagem. No estado, Sidrolândia se destaca como um dos polos produtores, especialmente em pequenas propriedades.
Produção em outras propriedades
Outra família do assentamento cultiva abacaxi em cerca de 12 hectares, dentro de uma área total de 20 hectares.
De acordo com Douglas Salina Souza da Silva, o manejo tem evoluído ao longo dos anos, apesar das dificuldades com a variedade Havaí, que produz menos mudas durante o processo de indução, ou seja, estimulação do florescimento.
Atualmente, a propriedade mantém entre 200 mil e 250 mil pés plantados. Mesmo com períodos de seca, o clima favoreceu a produção, e as chuvas recentes, aliadas ao calor, contribuíram para o desenvolvimento da fruta.
Para garantir a aceitação no mercado, os produtores protegem os frutos logo após o fechamento da flor, evitando queimaduras na casca. Abacaxis com danos externos perdem valor comercial e têm menor aceitação.
O preço do abacaxi graúdo na lavoura da família varia entre R$ 3,50 e R$ 4. Na última safra, a família colheu cerca de 60 mil frutos. Para este ano, a expectativa é chegar a 200 mil unidades.
Abacaxi doce atrai consumidores
Um produtor do assentamento São Pedro, José Pereira dos Santos comercializa a produção para revendedores, feiras e também diretamente na propriedade. Segundo ele, cerca de 60% da safra já foi colhida, com boas vendas neste ano.
O diferencial, segundo o produtor, está no cultivo natural, sem uso de produtos químicos, aliado ao pH do solo, fator que contribui para a doçura da fruta e atrai consumidores até a propriedade.
Fonte: primeirapagina




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